très romantique
mon point pacifique
est outre-atlantique
domingo, maio 02, 2010
sexta-feira, abril 23, 2010
A Silver Mt. Zion
Acabei de voltar do show do Silver Mt. Zion. Muito emocionante! Meu primeiro show em Paris (de muitos espero). Ver eles ao vivo depois de mais de 7 anos de espera foi inacreditável. O lugar era muito bom (L'Alhambra), pequeno (um pouco maior que o Teatro Odisseia, mas melhor dimensionado), com palco na altura do umbigo, com um pequeno mas funcional desnível no chão (não tem degraus, mas tb não é plano) e um som muito bom. Fiquei bem na frente, segunda fila. Diferentemente do Brasil, não haviam seguranças perto do palco.
Nessa nova formação eles são só cinco (uma guitarra, duas violinistas, um contrabaixo e uma bateria). Como dá pra ver pela formação (mais a voz do efrim) muito médio e agudo, mas tudo contrabalaceado por um contrabaixo acústico poderoso.
O setlist não foi o dos meus sonhos (eles não tocaram nenhuma das minhas músicas preferidas, como American Motor Over Smoldered Field, The Triumph of Our Tired Eyes ou 13 Angels Standing Guard 'round the Side of Your Bed. Na verdade eles não tocaram NENHUMA dos três primeiros albums, que na minha opinião são os melhores. A mais antiga tocado foi o bis, com a qual eles fecharam, "There's a River in the Valley Made of Melting Snow" que é do EP de 2004. Mas ainda assim foi lindo. Tocaram 3 do último album, que apesar de ainda estar aprendendo a gostar realmente, funciona muito bem ao vivo.
O ponto mais alto do show foi quando eles tocaram "God Bless Our Dead Marines". Lindo, lindo. Deu vontade de cantar a plenos pulmões o final ("When the world is sick, can't no one be well, but I dreamt we was all beautiful and strong"), mas como NINGUÉM cantava (na verdade os franceses são muito desanimados, quando comparados ao brasileiros. Mesmo aos paulistas =P), acabei me contendo e cantando só muito baixinho pra mim mesmo. Mas foi FODA. MUITO! (É Leo vc tinha que estar lá. Assim como o Thiago, o Tumati, o Ian, que amam a banda... Te entendo melhor agora Thi: parafraseando o Chris McCandless, a alegria para ser plena precisa ser compartilhada).
Outro ponto alto, pra mim, foi entre as músicas quando eles conversam com o público. A cada final de música eles perguntam se alguém tem alguma crítica, se quer perguntar alguma coisa, etc. Como era de se esperar teve um cara que pediu GYBE, e outras considerações bobas. Mas tiveram algumas perguntas legais, por exemplo, um cara perguntou por que eles não tocavam músicas dos dois primeiros albuns, e o Efrim respondeu que o público em geral não reagia bem a essas músicas, ficavam conversando, gritando, etc., e que então, por isso, eles tinham desistido de tocá-las. Faz sentido, lembro que amigos meus falaram ter sido vergonhoso o show da Beth Gibbons no Rio pelo mesmo motivo: ninguém parava de falar, o que deixava um murmurinho constante como fundo das músicas dela, que são sempre em pianissimo. Uma pena. Ele até disse que aqui o público era atípico, dando a entender que ficávamos mais em silêncio nas partes mais calmas das músicas. O que me faz pensar que talvez os franceses não sejam desanimados, como disse acima, mas talvez "respeitosos" demais. Afinal, ao final de cada música eles aplaudiam e gritavam bastante. Mas nunca enquanto a música estava rolando... Apesar de que praticamente não se mexiam, e isso não tem desculpa...
Eu também fiz minha pergunta, foi mais ou menos querendo saber se a Constellation estava indo bem das pernas, com todo mundo baixando tanto mp3. Disse que eu mesmo tinha a discografia completa de várias bandas da Constellation como GYBE, SMZ, DMST, mas só tinha comprado alguns CD's e um LP, pois é impossível comprar TUDO, mas que não queria que uma gravadora como elas fechassem as portas por falta de apoio (grana) das pessoas, e portanto me importava com o futuro da gravadora, apesar de não ajudá-la muito, financeiramente falando. Foi engraçado ter o Efrim olhando nos meus olhos respondendo à pergunta (e tb os outros). Ele respondeu que, pelo que ele sabe, ela está indo razoavelmente bem, com momentos de altos e baixos, mas que acreditava que as pequenas gravadoras (assim como as grandes) vão acabar. Disse que a gente tem o que merece ("we get what we deserve"), tanto de bom quanto de ruim (dando a entender que sem o nosso apoio financeiro, a Constellation fecha as portas). Eu tinha uma porrada de coisas que queria perguntar, mas acabei não perguntando mais nada (só pedi algumas músicas, que ele se desculpou mas disse que não iria tocar, e fazendo um comentário depois, ao qual ele sorriu e me respondeu, dizendo que eu era o tipo de pessoa que se preocupava com a questão se a natureza humana é má ou se isso é culpa da sociedade, algo que ele tinha perguntado antes).
O setilist, se não me engano, foi esse:
I Built Myself a Metal Bird
I Fed My Metal Bird the Wings of Other Metal Birds
Black Waters Blowed / Engine Broke Blues
God Bless Our Dead Marines
Kollapz Tradixional (Thee Olde Dirty Flag)
Collapse Traditional (For Darling)
Kollaps Tradicional (Bury 3 Dynamos)
There Is A Light
There's a River in the Valley Made of Melting Snow
Ah, ao final do show encontrei com o Felipe do Constantina (de BH) com um amigo (os dois fazem doutorado em filosofia aqui). Imaginei que ele fosse estar lá, mas tinha me esquecido. Conversamos um pouco e fomos tomar uma cerveja (uma só) na beira de um canal ali perto. Papo bom, só sobre música e filosofia. Foi coisa rápida mas boa. Espero encontrá-los mais vezes nessa cidade.Nessa nova formação eles são só cinco (uma guitarra, duas violinistas, um contrabaixo e uma bateria). Como dá pra ver pela formação (mais a voz do efrim) muito médio e agudo, mas tudo contrabalaceado por um contrabaixo acústico poderoso.
O setlist não foi o dos meus sonhos (eles não tocaram nenhuma das minhas músicas preferidas, como American Motor Over Smoldered Field, The Triumph of Our Tired Eyes ou 13 Angels Standing Guard 'round the Side of Your Bed. Na verdade eles não tocaram NENHUMA dos três primeiros albums, que na minha opinião são os melhores. A mais antiga tocado foi o bis, com a qual eles fecharam, "There's a River in the Valley Made of Melting Snow" que é do EP de 2004. Mas ainda assim foi lindo. Tocaram 3 do último album, que apesar de ainda estar aprendendo a gostar realmente, funciona muito bem ao vivo.
O ponto mais alto do show foi quando eles tocaram "God Bless Our Dead Marines". Lindo, lindo. Deu vontade de cantar a plenos pulmões o final ("When the world is sick, can't no one be well, but I dreamt we was all beautiful and strong"), mas como NINGUÉM cantava (na verdade os franceses são muito desanimados, quando comparados ao brasileiros. Mesmo aos paulistas =P), acabei me contendo e cantando só muito baixinho pra mim mesmo. Mas foi FODA. MUITO! (É Leo vc tinha que estar lá. Assim como o Thiago, o Tumati, o Ian, que amam a banda... Te entendo melhor agora Thi: parafraseando o Chris McCandless, a alegria para ser plena precisa ser compartilhada).
Outro ponto alto, pra mim, foi entre as músicas quando eles conversam com o público. A cada final de música eles perguntam se alguém tem alguma crítica, se quer perguntar alguma coisa, etc. Como era de se esperar teve um cara que pediu GYBE, e outras considerações bobas. Mas tiveram algumas perguntas legais, por exemplo, um cara perguntou por que eles não tocavam músicas dos dois primeiros albuns, e o Efrim respondeu que o público em geral não reagia bem a essas músicas, ficavam conversando, gritando, etc., e que então, por isso, eles tinham desistido de tocá-las. Faz sentido, lembro que amigos meus falaram ter sido vergonhoso o show da Beth Gibbons no Rio pelo mesmo motivo: ninguém parava de falar, o que deixava um murmurinho constante como fundo das músicas dela, que são sempre em pianissimo. Uma pena. Ele até disse que aqui o público era atípico, dando a entender que ficávamos mais em silêncio nas partes mais calmas das músicas. O que me faz pensar que talvez os franceses não sejam desanimados, como disse acima, mas talvez "respeitosos" demais. Afinal, ao final de cada música eles aplaudiam e gritavam bastante. Mas nunca enquanto a música estava rolando... Apesar de que praticamente não se mexiam, e isso não tem desculpa...
Eu também fiz minha pergunta, foi mais ou menos querendo saber se a Constellation estava indo bem das pernas, com todo mundo baixando tanto mp3. Disse que eu mesmo tinha a discografia completa de várias bandas da Constellation como GYBE, SMZ, DMST, mas só tinha comprado alguns CD's e um LP, pois é impossível comprar TUDO, mas que não queria que uma gravadora como elas fechassem as portas por falta de apoio (grana) das pessoas, e portanto me importava com o futuro da gravadora, apesar de não ajudá-la muito, financeiramente falando. Foi engraçado ter o Efrim olhando nos meus olhos respondendo à pergunta (e tb os outros). Ele respondeu que, pelo que ele sabe, ela está indo razoavelmente bem, com momentos de altos e baixos, mas que acreditava que as pequenas gravadoras (assim como as grandes) vão acabar. Disse que a gente tem o que merece ("we get what we deserve"), tanto de bom quanto de ruim (dando a entender que sem o nosso apoio financeiro, a Constellation fecha as portas). Eu tinha uma porrada de coisas que queria perguntar, mas acabei não perguntando mais nada (só pedi algumas músicas, que ele se desculpou mas disse que não iria tocar, e fazendo um comentário depois, ao qual ele sorriu e me respondeu, dizendo que eu era o tipo de pessoa que se preocupava com a questão se a natureza humana é má ou se isso é culpa da sociedade, algo que ele tinha perguntado antes).
O setilist, se não me engano, foi esse:
I Built Myself a Metal Bird
I Fed My Metal Bird the Wings of Other Metal Birds
Black Waters Blowed / Engine Broke Blues
God Bless Our Dead Marines
Kollapz Tradixional (Thee Olde Dirty Flag)
Collapse Traditional (For Darling)
Kollaps Tradicional (Bury 3 Dynamos)
There Is A Light
There's a River in the Valley Made of Melting Snow
EDIT: postaram no YouTube o final da minha pergunta e a resposta do Efrim
quinta-feira, abril 15, 2010
Jantar chinês
Sábado à tarde fui ajudar uma amiga chinesa que está traduzindo uns textos de psicanálise pro mandarim. Ela mora com o marido num subúrbio bem afastado de Paris, onde a paisagem já é radicalmente diferente...
Como agradecimento ela fez um jantar típico chinês que foi simplesmente a melhor refeição que eu tive aqui até o momento.
Durante o jantar conversamos um pouco e descobri que ela é a primeira chinesa que eu conheci aqui que é comunista (e atéia, materialista, o pacote completo), o que não significa que ela não critique o governo (principalmente com relação à liberdade de expressão, restrição da internet e algumas punições que seriam muito severas), nem que ela goste do Mao. Já o marido dela me disse não ser muito fã do regime não...
Não tenho fotos dela, nem do marido, nem da região, mas tenho da comida :)

Como agradecimento ela fez um jantar típico chinês que foi simplesmente a melhor refeição que eu tive aqui até o momento.
Durante o jantar conversamos um pouco e descobri que ela é a primeira chinesa que eu conheci aqui que é comunista (e atéia, materialista, o pacote completo), o que não significa que ela não critique o governo (principalmente com relação à liberdade de expressão, restrição da internet e algumas punições que seriam muito severas), nem que ela goste do Mao. Já o marido dela me disse não ser muito fã do regime não...
Não tenho fotos dela, nem do marido, nem da região, mas tenho da comida :)
(cada um tinha uma tigela de arroz e comia-se o resto
diretamente dos pratos com hashis.
ah, e não reparem no uso do jornal como toalha.
como vcs devem imaginar, isso não me incomodou nem um pouco =)
diretamente dos pratos com hashis.
ah, e não reparem no uso do jornal como toalha.
como vcs devem imaginar, isso não me incomodou nem um pouco =)
segunda-feira, abril 05, 2010
Páscoa ortodoxa
Sábado fui na casa de um amigo do Raphael pintar uns ovos pra páscoa. Lá só tinha búlgaros e poloneses (como sempre quando saio com meu primo =). Nunca tinha feito isso, achei divertido e o resultado bem bonito...
Ah, a tinta é daquelas comestíveis, que usam em bolos e doces, então não tem desperdício de comida. E depois tem uma competição: cada um escolhe um ovo e depois tem que bater contra o ovo de outra pessoa. Se o seu ovo ficar inteiro e o da outra pessoa quebrar vc ganha o ovo dela =)
Ah, a tinta é daquelas comestíveis, que usam em bolos e doces, então não tem desperdício de comida. E depois tem uma competição: cada um escolhe um ovo e depois tem que bater contra o ovo de outra pessoa. Se o seu ovo ficar inteiro e o da outra pessoa quebrar vc ganha o ovo dela =)
domingo, março 28, 2010
Escalada em Saint-Maximin
Ontem fui escalar com o pessoal do clube numa pedreira numa cidadezinha aqui perto (Saint-Maximin, uns 40km ao norte de Paris, na Picardie). Ficamos lá de umas 11h até umas 18h da tarde escalando quase sem interrupção. São umas 150 vias com diferentes níveis de dificuldade, mas não muito altos na maioria.
Pelo que eu entendi, o Castelo de Chantilly, que é do lado dessa cidadezinha, foi construído com as pedras dessa pedreira (calcário, que é muito mais agradável ao toque que o granito das pedras do Rio, que acabam com os dedos).

Pelo que eu entendi, o Castelo de Chantilly, que é do lado dessa cidadezinha, foi construído com as pedras dessa pedreira (calcário, que é muito mais agradável ao toque que o granito das pedras do Rio, que acabam com os dedos).
quinta-feira, março 25, 2010
Tempo em Paris
Paris é a cidade que eu estive onde o tempo muda mais depressa. Na primeira semana que cheguei já tinha visto no mesmo dia: de manhã neve, começo da tarde céu aberto com sol, final da tarde neve de novo, e depois chuva...
Hoje o dia não foi tão esquizofrênico, mas primeiro tava nublado, depois um solzão, de repente do nada começa a chover pra caramba e em seguida o tempo abre de novo.
Mesmo as chuvas de verão do Rio não vêm e vão tão rápido como aqui. Em geral no Rio dá tempo de ver elas vindo (e depois, quando elas passam, o tempo se abrindo).
Hoje o dia não foi tão esquizofrênico, mas primeiro tava nublado, depois um solzão, de repente do nada começa a chover pra caramba e em seguida o tempo abre de novo.
Mesmo as chuvas de verão do Rio não vêm e vão tão rápido como aqui. Em geral no Rio dá tempo de ver elas vindo (e depois, quando elas passam, o tempo se abrindo).
sexta-feira, março 12, 2010
1 mês...
Segunda fez 1 mês que eu to aqui. Na verdade, segunda fez 4 semanas, ontem é que deve ter feito 1 mês "normal". (Droga, acabei de lembrar que me esqueci de algo...)
A cidade é foda (muito!), mas o frio já não tem mais tanta graça... Sair de casa de manhã fazendo -2º, como no início da semana, não é mais muito agradável depois que deixa de ser novidade... Mas neve ainda tá valendo =)
A cidade é foda (muito!), mas o frio já não tem mais tanta graça... Sair de casa de manhã fazendo -2º, como no início da semana, não é mais muito agradável depois que deixa de ser novidade... Mas neve ainda tá valendo =)
domingo, março 07, 2010
Leminski em Paris
Dois finais de semana atrás fui ver uma peça que era uma encenação de uns poemas do Paulo Leminski. Na verdade eram duas peças, a primeira de vinte e poucos minutos, na qual atuavam uns alunos (entre 9 e 14 anos) da escola da minha tia (que fez umas traduções muito boas pro francês), e a segunda foi encenada por uma mistura de uma cia de teatro daqui com uma de Curitiba.
Ao contrário do que possa parecer, colocando assim, foi bem legal =)
Em geral eu torço o nariz pra poesia lida/recitada/encenada, mas as poesias do Leminski parecem se prestar muito bem a esse papel, pois ele consegue falar umas coisas profundas ou bem sacadas com uma linguagem extremamente familiar e "simples".
Confesso também que me impressionou ver em Paris uma homenagem a um poeta que mesmo no Brasil não é muito conhecido. E o teatro tava cheio...
Nas duas peças tiveram várias poesias que gostei bastante, achei alguma delas na internet e posto aqui:
INCESSO FOSSE MÚSICA
isso de querer
ser exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além
***
- que tudo se foda,
disse ela,
e se fodeu toda
***
LÁPIDE 1
(epitáfio para o corpo)
Aqui jaz um grande poeta.
Nada deixou escrito.
Este silêncio, acredito,
são suas obras completas.
***
L'ÊTRE AVANT LA LETTRE
La vie en close
c'est une autre chose
c'est lui
c'est moi
c'est ça
c'est la vie des choses
qui n'ont pas un autre choix

Ao contrário do que possa parecer, colocando assim, foi bem legal =)
Em geral eu torço o nariz pra poesia lida/recitada/encenada, mas as poesias do Leminski parecem se prestar muito bem a esse papel, pois ele consegue falar umas coisas profundas ou bem sacadas com uma linguagem extremamente familiar e "simples".
Confesso também que me impressionou ver em Paris uma homenagem a um poeta que mesmo no Brasil não é muito conhecido. E o teatro tava cheio...
Nas duas peças tiveram várias poesias que gostei bastante, achei alguma delas na internet e posto aqui:
INCESSO FOSSE MÚSICA
isso de querer
ser exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além
***
- que tudo se foda,
disse ela,
e se fodeu toda
***
LÁPIDE 1
(epitáfio para o corpo)
Aqui jaz um grande poeta.
Nada deixou escrito.
Este silêncio, acredito,
são suas obras completas.
***
L'ÊTRE AVANT LA LETTRE
La vie en close
c'est une autre chose
c'est lui
c'est moi
c'est ça
c'est la vie des choses
qui n'ont pas un autre choix
quinta-feira, março 04, 2010
Escalada em Paris
Depois de muitos anos, hoje eu voltei a escalar =D
Até segunda eu só tinha achado lugares caríssimos pra se escalar (tipo de 100 euros pra cima a mensalidade...). Mas aí descobri que alguns ginásios públicos de Paris tem muro de escalada. Tava meio assim porque tinha lido em alguns foruns que não era muito bom, mas depois de ver que custava 70 euros a anuidade resolvi conferir...
Me surpreendi com simplesmente o melhor lugar de escalada indoor que já fui. O lugar é ENORME e do lado de uma estação de metrô. Tem uma parede positiva, umas partes neutras e várias negativas fodonas, além de um teto que atravessa a sala toda...
Ah, e vc ainda pode usar as sapatilhas e baudriers deles. Mas como eu esqueci minha velha sapatilha de guerra no Brasil, acabei comprando uma 1) porque a deles não era muito boa, 2) porque achei uma boa e bem barata e 3) porque sei lá né, não é muito legal ficar usando sapatilha que os outros usam, afinal o pessoal de mais idade é cheio de doença no pé =)
O nome do lugar é "Grimpe13" (grimper = escalar, e '13' porque fica no 13º arrondissement, um bairro chinês). Tem umas fotos toscas aqui em baixo que eu tirei hoje...
As fotos estão ruins porque estava escuro e não quis usar flash pra não chamar atenção. E com essas três fotos ainda ficou faltando muro pros lados (além de achar que elas não dão muito noção do tamanho do lugar).
Enfim, to bem feliz de poder voltar a fazer uma atividade física depois de tanto tempo, ainda mais uma que eu adorava e que só parei porque não tinha mais lugar bom no Rio. Cansei bem rápido, mas consegui fazer umas vias que equivalem ao 5 e 6 grau brasileiro (a mais difícil foi um 6c, mas todas à vista e sem top-rope, porque lá não tem, então tem que ser guiando mesmo ;)



Até segunda eu só tinha achado lugares caríssimos pra se escalar (tipo de 100 euros pra cima a mensalidade...). Mas aí descobri que alguns ginásios públicos de Paris tem muro de escalada. Tava meio assim porque tinha lido em alguns foruns que não era muito bom, mas depois de ver que custava 70 euros a anuidade resolvi conferir...
Me surpreendi com simplesmente o melhor lugar de escalada indoor que já fui. O lugar é ENORME e do lado de uma estação de metrô. Tem uma parede positiva, umas partes neutras e várias negativas fodonas, além de um teto que atravessa a sala toda...
Ah, e vc ainda pode usar as sapatilhas e baudriers deles. Mas como eu esqueci minha velha sapatilha de guerra no Brasil, acabei comprando uma 1) porque a deles não era muito boa, 2) porque achei uma boa e bem barata e 3) porque sei lá né, não é muito legal ficar usando sapatilha que os outros usam, afinal o pessoal de mais idade é cheio de doença no pé =)
O nome do lugar é "Grimpe13" (grimper = escalar, e '13' porque fica no 13º arrondissement, um bairro chinês). Tem umas fotos toscas aqui em baixo que eu tirei hoje...
As fotos estão ruins porque estava escuro e não quis usar flash pra não chamar atenção. E com essas três fotos ainda ficou faltando muro pros lados (além de achar que elas não dão muito noção do tamanho do lugar).
Enfim, to bem feliz de poder voltar a fazer uma atividade física depois de tanto tempo, ainda mais uma que eu adorava e que só parei porque não tinha mais lugar bom no Rio. Cansei bem rápido, mas consegui fazer umas vias que equivalem ao 5 e 6 grau brasileiro (a mais difícil foi um 6c, mas todas à vista e sem top-rope, porque lá não tem, então tem que ser guiando mesmo ;)
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
livros
Eu que já achava que em Buenos Aires tinha muita livraria/sebo, confesso ainda não acreditar em como é aqui. Uma coisa simplesmente absurda. Não entendo como pode ter cliente pra tanta livraria...
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
Shows...
Quinta e sexta tentei comprar alguns ingressos pra uns show fodas que vão ter.
Primeiro pro Broken Social Scene (21 de maio) mas já tinha acabado (é que o lugar é bem pequeno, o que deve tornar o show ainda mais foda =(
Depois fui comprar o do Silver Mt. Zion (31 março), mas ainda não tinha começado a vender...
Mas na sexta consegui comprar o que eu mais queria ver: PAVEMENT (7 de maio) =D
Tem mais uma penca de shows de bandas 'menores' que eu veria tb, se estivesse no brasil, mas que, por economia de grana, não vai rolar, como Mono, EF e Efterklang.
O do Madness (14 de maio) eu quero muito ir, mas acho que não deve esgotar, então vou esperar ainda pra comprar.
E o do Cohen (só em setembro) to estranhando porque por enquanto não tem nenhuma data pra Paris, apesar de já estar vendendo pra varias outras cidades menores. esse além do show ser bem caro (80 euros) ainda teria que comprar uma passagem de trem... mas se esse for o único jeito, vou mesmo assim.
Ah e comprei o ingresso da peça da Isabelle Huppert, apesar da crítica ter massacrado, é essa aqui da foto:

Primeiro pro Broken Social Scene (21 de maio) mas já tinha acabado (é que o lugar é bem pequeno, o que deve tornar o show ainda mais foda =(
Depois fui comprar o do Silver Mt. Zion (31 março), mas ainda não tinha começado a vender...
Mas na sexta consegui comprar o que eu mais queria ver: PAVEMENT (7 de maio) =D
Tem mais uma penca de shows de bandas 'menores' que eu veria tb, se estivesse no brasil, mas que, por economia de grana, não vai rolar, como Mono, EF e Efterklang.
O do Madness (14 de maio) eu quero muito ir, mas acho que não deve esgotar, então vou esperar ainda pra comprar.
E o do Cohen (só em setembro) to estranhando porque por enquanto não tem nenhuma data pra Paris, apesar de já estar vendendo pra varias outras cidades menores. esse além do show ser bem caro (80 euros) ainda teria que comprar uma passagem de trem... mas se esse for o único jeito, vou mesmo assim.
Ah e comprei o ingresso da peça da Isabelle Huppert, apesar da crítica ter massacrado, é essa aqui da foto:
(essa é pra vc ;)
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
Aula de fonética
Hoje começaram as aulas de fonética, melhor do que eu imaginava. primeiro começamos numa sala normal com quadro negro (branco) e a professora explica alguns conceitos e 'regras' da linguagem oral e depois vamos para um laboratório de fonética onde cada um tem seu fone, microfone e um aparelho que, a grosso modo, grava e reproduz sua voz e a da professora. to confiante que vai dar bons resultados =)
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
A Intruder européia
segunda-feira, fevereiro 15, 2010
Domingo de carnaval
visita a Torre Eiffel

na volta (de onibus) tava tudo parado. quando saltei e resolvi terminar o trajeto a pé, descobri o motivo: um monte de "blocos" de carnaval. mas só com batuque, nada cantado. feito e "regido" por gringos mesmo. tinha uma animação tímida (tava bem frio) e umas pessoas fantasiadas. foi o máximo de carnaval que vi aqui. (pra quem conhece a cidade, isso é na esquina da rue du canard com a rue de rivoli (que tavam fechadas), em frente ao hotel de ville.)

ah, no mesmo dia e local teve uma pequena comemoração do ano novo chinês (a maior parece que era no bairro chines). isso aí foi um tuishou bem tosco que tavam fazendo.
visita a Torre Eiffel
na volta (de onibus) tava tudo parado. quando saltei e resolvi terminar o trajeto a pé, descobri o motivo: um monte de "blocos" de carnaval. mas só com batuque, nada cantado. feito e "regido" por gringos mesmo. tinha uma animação tímida (tava bem frio) e umas pessoas fantasiadas. foi o máximo de carnaval que vi aqui. (pra quem conhece a cidade, isso é na esquina da rue du canard com a rue de rivoli (que tavam fechadas), em frente ao hotel de ville.)
ah, no mesmo dia e local teve uma pequena comemoração do ano novo chinês (a maior parece que era no bairro chines). isso aí foi um tuishou bem tosco que tavam fazendo.
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