I accidentally touched my head and noticed that I had been bleeding. For how long I didn’t know...
What was this, I thought, that struck me? What kind of weapons have they got?
The softest bullet ever shot...
Flaming Lips, grande banda!
E o Soft Bulletin figura facilmente na minha lista de melhores albuns dos anos 90.
quinta-feira, dezembro 22, 2005
quinta-feira, dezembro 15, 2005
Mais uma estória de amor (#2)
O que ela mais precisa no mundo, sua maior e mais verdadeira carência, é que alguém a abrace e a segure com força enquanto ela dorme. No começo o homem não entendia, ou não se importava; além disso ele sempre achou impossível dormir com os braços ao redor de alguém. A cada noite ele ignora os pedidos dela e vira para o outro lado, dormindo de costas para ela.
Mas, a medida que o tempo passa, ele se apaixona cada vez mais profundamente, e se vê querendo e precisando dela cada vez mais. Percebendo quanto foi frio e cruel, e quantas oportunidades de fazê-la feliz ele perdeu, ele resolve que irá aprender a dormir com ela em seus braços. Por várias semanas ele pratica, abraçando com força o travesseiro contra seu peito. Nas primeiras semanas ele mal consegue fechar os olhos, mas com o passar do tempo ele consegue algumas poucas horas de sono, e finalmente aprende a dormir com seus braços ao redor do travesseiro. Ele se sente orgulhoso e excitado por finalmente poder satisfazer o pedido dela, que ele por tanto tempo ignorou.
Mas, enquanto ele se esforçou para aprender a abraçá-la enquanto dormiam, ela perdeu todas as esperanças de que isto um dia acontecesse, e conseguiu, com pouca dificuldade, excluir este desejo do seu ser. De fato, quando vem a noite em que ele finalmente coloca seus braços ao redor dela e dorme, ela descobre que agora é ela quem não consegue dormir. Ela diz isso a ele, mas parece-lhe impossível acreditar nela; e, com descrença e desespero em dar a ela alguma coisa, dar-lhe a única coisa que ele sabe que ela desejou por tanto tempo, ele insite em abraçá-la todas as noites. Finalmente, exausta e sem conseguir dormir, ela o deixa.
Mas, a medida que o tempo passa, ele se apaixona cada vez mais profundamente, e se vê querendo e precisando dela cada vez mais. Percebendo quanto foi frio e cruel, e quantas oportunidades de fazê-la feliz ele perdeu, ele resolve que irá aprender a dormir com ela em seus braços. Por várias semanas ele pratica, abraçando com força o travesseiro contra seu peito. Nas primeiras semanas ele mal consegue fechar os olhos, mas com o passar do tempo ele consegue algumas poucas horas de sono, e finalmente aprende a dormir com seus braços ao redor do travesseiro. Ele se sente orgulhoso e excitado por finalmente poder satisfazer o pedido dela, que ele por tanto tempo ignorou.
Mas, enquanto ele se esforçou para aprender a abraçá-la enquanto dormiam, ela perdeu todas as esperanças de que isto um dia acontecesse, e conseguiu, com pouca dificuldade, excluir este desejo do seu ser. De fato, quando vem a noite em que ele finalmente coloca seus braços ao redor dela e dorme, ela descobre que agora é ela quem não consegue dormir. Ela diz isso a ele, mas parece-lhe impossível acreditar nela; e, com descrença e desespero em dar a ela alguma coisa, dar-lhe a única coisa que ele sabe que ela desejou por tanto tempo, ele insite em abraçá-la todas as noites. Finalmente, exausta e sem conseguir dormir, ela o deixa.
domingo, novembro 13, 2005

Mais uma apologia à velocidade que mata: "desafia as leis da física: gruda no chão e voa ao mesmo tempo". Só faltou dizer que destrói obstáculos (vivos ou não) sem prejudicar a saúde de quem dirige. "Air bags", carros que absorvem impacto, cintos de segurança, milhões de dólares em pesquisa: tudo para zelar pela integridade do motorista. Se você está do lado de fora, é melhor se cuidar para não ser atingido pelas duas toneladas que "voam" de 0 a 100km/h em 5,7 segundos.
Isso sem falar dos vidros pretos: as películas que escurecem o vidro são proibidas na intensidade mostrada no anúncio. De acordo com a resolução do Contran, a transparência do vidro (de dentro para fora) não pode ser reduzida em mais de 25% no para-brisa e 30% nos vidros laterais. Que atire a primeira pedra quem já viu algum veículo sendo multado por esta infração.
No feriado, dirigi pela primeira vez um carro com vidros escurecidos. Mesmo seguindo a lei, o escurecimento do vidro atrapalha (e muito) a visibilidade do motorista. Olhar nos retrovisores laterais torna-se um ato heróico. Além disso, os vidros pretos impedem a comunicação entre motoristas, pedestres e ciclistas: fica impossível sinalizar para o pedestre que ele pode atravessar a rua, agradecer o ciclista pela passagem cedida e outros atos necessários para a convivência nas ruas.
(extraído do blog apocalipsemotorizado.blogspot.com . blog altamente recomendado)
domingo, outubro 09, 2005
Eu fico viajando na possibilidade de ter sido escrito pensando em mim. Maravilhosa e enganadora possibilidade...
De te fabula.
Acho que eu levei a sério demais (a ponto de distorcer) este ditado latino que diz porque gostamos de estórias: porque todas elas são sobre você.
(isso nada tem nada a ver com o que acabei de postar abaixo, foi apenas uma coincidência temporal)
De te fabula.
Acho que eu levei a sério demais (a ponto de distorcer) este ditado latino que diz porque gostamos de estórias: porque todas elas são sobre você.
(isso nada tem nada a ver com o que acabei de postar abaixo, foi apenas uma coincidência temporal)
Então, você se tornou cínico, cético? Você não acredita mais no Governo, na televisão ou na Coca-Cola? Nós estamos perfeitamente felizes em parodiar a nós mesmos, em insultar a nós mesmos, até mesmo explicar nossas horríveis intenções, nossos perniciosos acordos em detalhe... contanto que isto matenha sua atenção. Nós temos programas de televisão, anúncios, e tiras de quadrinhos especialmente desenhados para aqueles que nem você, que não confiam mais na gente. Tudo para mantê-lo assistindo, tudo para mantê-lo comprando.
Nós brincamos com seu cinismo, ganhando dinheiro com ele, encorajando-o. Você pode saber que não deve mais confiar na gente, mas contanto que o mantenhamos encantado com nossa ironia e auto-depreciação, você não estará apto para conceber qualquer alternativa. Ao invés de ter o idealismo para lutar contra o status quo, você vai se juntar à fileira dos Dilbert-niilistas, incapaz de acreditar em qualquer coisa, mas ainda interpretando o seu papel no sistema do desespero.
Nós brincamos com seu cinismo, ganhando dinheiro com ele, encorajando-o. Você pode saber que não deve mais confiar na gente, mas contanto que o mantenhamos encantado com nossa ironia e auto-depreciação, você não estará apto para conceber qualquer alternativa. Ao invés de ter o idealismo para lutar contra o status quo, você vai se juntar à fileira dos Dilbert-niilistas, incapaz de acreditar em qualquer coisa, mas ainda interpretando o seu papel no sistema do desespero.
sexta-feira, setembro 23, 2005
- Sempre se sente forçado a explicar seus atos, como se fosse o único homem no mundo a errar. É seu sentimento de importância. Você tem isso em alto grau; também possui história pessoal demais. Por outro lado, não assume a responsabilidade de seus atos; não está usando a morte como sua conselheira e, acima de tudo, é acessível demais. Em outras palavras, sua vida é uma confusão tão grande quanto era antes de eu conhecê-lo.
sábado, setembro 17, 2005
quarta-feira, setembro 14, 2005
domingo, setembro 04, 2005
Certo homem-deus tinha a habilidade de satisfazer cada desejo e vontade de sua mulher. Mas o único desejo dela era que ele não fosse capaz de lhe dar tudo o que desejava, que ele não fosse capaz de satisfazer todas as suas vontades. Finalmente, após uma longa disputa, ele de má vontade e sem a mínima compreensão, satisfaz este único desejo dela. Então, ele descobre que sem os poderes de um deus, ele é incapaz de encontrar qualquer satisfação no relacionamento. Por fim, ele a deixa para procurar outro lugar onde possa ser Deus.
Este homem está mais confuso com o que aconteceu do que nós, que vemos de longe.
domingo, agosto 21, 2005
Há um tempo atrás meu pai me apresentou o hiper-realismo, o que eu conheci era uma meia dúzia de pintores do século XX que como que voltavam ao tempo em que não existiam máquinas fotográficas e faziam pinturas extremamente realistas. E na verdade a intenção era que suas pinturas parecessem mais reais que fotografias (e eles conseguem. é sério!).
Lembro que logo depois de ter visto essas pinturas neste livro do meu pai procurei por hiper-realismo em enciclopédias e livros de arte mas não achei nada, apesar disso sempre me lembrava da pintura que eu tinha visto de uma rua com um fusca amarelo que era realmente impressionante...
Até que ontem minha mãe me passa um email com isto:
"Julian Beever é um artista inglês que é famoso por sua arte nas calçadas da Inglaterra, Alemanha, França, EUA, Austrália e Bélgica. Beveer dá aos seus desenhos um anamorfose (suas imagens são desenhadas completamente disformes) o que dá uma imagem 3D quando vista do ângulo certo... veja por você mesmo, é incrivel!!!"
Caralho, são algumas das pinturas mais fodas que eu já vi, é simplesmente genial. Vou colocar três fotos pra vcs (quem?) terem uma idéia do que eu estou falando, mas querendo mais... google it!
sexta-feira, agosto 19, 2005
Os "aristocratas" são "aqueles que temem e desacreditam as pessoas, e desejam tirar todo poder delas, colocando-o nas mãos das classes altas". Os democratas, em contraste, "identificam-se" com as pessoas, têm confiança nelas, estimam e consideram-na como o depositório mais honesto e seguro do interesse público", se não sempre "o mais inteligente".
(Chomsky, citando Thomas Jefferson)
Neste caso, os comunistas também seriam 'aristocratas'?
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No caso dos palestinos, a primeira vez que falei sobre o tema, foi criticando a OLP, mas foi uma crítica interna. Eu acredito que os palestinos devem entender seus problemas, e provavelmente do melhor que eu, por isso estamos apoiando o direito de eles serem livres da tortura e da repressão, e também o direito de fazerem aquilo que pode parecer errado, do nosso ponto de vista. Eles têm o direito de escolher aquilo que acham melhor, mesmo que eu julgue a escolha errada, porque eu não sou Deus, não sou um ditador, e posso tentar explicá-los onde considero que estão errados. E talvez eu esteja errado. Mas se essa for a escolha deles, então tudo bem, eles têm o direito de escolher e não serem impedidos de fazer isso pela força e pela violência exteriores.
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CONFIANÇA NAS PESSOAS. Millions/Caiu do Céu, o singelo e pouco visto, último filme do Danny Boyle, me pareceu ser sobre isso. (não é à toa que ele se considera um anarquista...)
terça-feira, agosto 16, 2005
- Não estar disponível significa que você toca o mundo que o cerca moderadamente. Não utiliza e expreme as pessoas até elas mirrarem e sumirem, especialmente aquelas que você ama, como fazia com aquela mulher. Ficou com ela dia após dia, até que o único sentimento que restava era o tédio. Não é verdade?
(...)
- Ser inacessível não significa esconder-se nem ser misterioso -- disse ele, calmamente. -- Não significa tampouco que você não possa lidar com as pessoas. Não estar disponível significa que você propositadamente evita esgotar-se a si mesmo e aos outros.
domingo, agosto 14, 2005
As gerações mais velhas da burguesia não tem nada a oferecer às mais novas porque elas não têm nada em primeiro lugar. Todos seus padrões são vazios, toda sua riqueza são prêmios de consolação. Nenhum dos seus valores tem qualquer referência à alegria ou à satisfação. Seus filhos percebem isto, e rebelam-se de acordo sempre que eles podem escapar a isso.
Então como a sociedade burguesa continua a perpetuar a si mesma por tantas gerações? Absorvendo esta revolta como parte do ciclo natural da vida humana. Pois, como eles dizem, "toda criança rebela-se assim que ela tem idade suficiente para ter uma maior consciência de si". Assim esta revolta é apresentada como uma parte integral da adolescência - e dessa maneira, a toda pessoa que quer continuar sua revolta na fase adulta fazem-na sentir que ela está insistindo em permanecer uma criança para sempre.
(Vale ressaltar que uma breve pesquisa sobre outras culturas e povos vai revelar que esta "revolta dos adolescentes" não é inevitável ou natural)
Então como a sociedade burguesa continua a perpetuar a si mesma por tantas gerações? Absorvendo esta revolta como parte do ciclo natural da vida humana. Pois, como eles dizem, "toda criança rebela-se assim que ela tem idade suficiente para ter uma maior consciência de si". Assim esta revolta é apresentada como uma parte integral da adolescência - e dessa maneira, a toda pessoa que quer continuar sua revolta na fase adulta fazem-na sentir que ela está insistindo em permanecer uma criança para sempre.
(Vale ressaltar que uma breve pesquisa sobre outras culturas e povos vai revelar que esta "revolta dos adolescentes" não é inevitável ou natural)
terça-feira, agosto 09, 2005
segunda-feira, agosto 08, 2005
Besides, the lifestyles associated with the American and European "mainstream" (if such a thing truly exists) were not exactly consciously chosen as the best possible ones by those who pursue them; rather, they came to be suddenly as the results of technological and cultural upheavals. Once the peoples of Europe, the United States, and the world realize that there is nothing necessarily "normal" about their "normal life", they can begin to ask themselves the first and most important question of the new century:
Are there ways of thinking, acting and living that might be more satisfying and exciting than the ways we think, act and live today?
Nos últimos séculos nós refizemos completamente o mundo em que vivemos, mudando a vida de quase todos os tipo de plantas e animais, e a nossa mais que tudo. Só nos resta experimentar fazer (ou deixar de fazer, quando é o caso) estas mudanças intencionalmente, de acordo com nossas necessidades e desejos, ao invés de deixá-las à mercê de forças irracionais como a competição, a superstição e o hábito.
Are there ways of thinking, acting and living that might be more satisfying and exciting than the ways we think, act and live today?
Nos últimos séculos nós refizemos completamente o mundo em que vivemos, mudando a vida de quase todos os tipo de plantas e animais, e a nossa mais que tudo. Só nos resta experimentar fazer (ou deixar de fazer, quando é o caso) estas mudanças intencionalmente, de acordo com nossas necessidades e desejos, ao invés de deixá-las à mercê de forças irracionais como a competição, a superstição e o hábito.
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